Arquivo da categoria ‘Antiguidades do Automobilismo’

Bia nos treinos para a corrida

Moçada, o memórias de hoje nos levará para a temporada da Indy Lights do ano de 2008, diretamente para o GP de Nashville.

Em um sábado, 12 de Julho de 2008 (eu nem acompanhava direito a F1), pois é, foi um marco para o Brasil em todos os anos que o país participou das categorias americanas. Qual foi o fato.

Uma certa brasileira chamada Ana Beatriz Figueiredo ou simplesmente Bia Figueiredo ou Bia, tanto faz a bagaça, entrou para a história da Indy, pois pela primeira vez, uma mulher consegue vencer em uma pista da categoria. A jovem piloto, com apenas 23 anos venceu no oval de Nashville, depois de assumir a ponta na metade da prova, aonde largou em segundo lugar. A prova em si foi tranquila, apesar da chuva que afetou e atrasou a largada em 1 hora.

A partir daí, a piloto foi conquistando cada vez mais espaço na categoria e acabou terminando em terceiro lugar em 2008, pela Sam Schimidt Motorsports.

Victory Lane

Por hoje é só!!

 

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Giancarlo Fisichella, Mônaco

O post de hoje vai trazer a velha Benetton antes da falência.

2001, uma temporada meio que atrapalhada, troca de pilotos, equipes praticamente em fim de carreira. Uma delas era a Benetton, que se arrastava em uma crise desde 1998, quando a Renault saiu da F1.

Na temporada anterior, a equipe de Flávio Briatore (o chefão mais pilantra de todos os tempos-sou sincero to nem aí), tinha sido vendida para a Renault, mas manteve o nome por mais uma temporada, no caso a de 2001.

Os resultados da equipe foram pífios, 10 pontos conquistados e um sétimo lugar nos construtores com um carro pouco desenvolvido e que quebrava muito. Os 10 pontos foram conquistados pela dupla, que era os pilotos Jenson Button e o veterano Giancarlo Fisichella. Button mal conseguiu um quinto lugar na Alemanha e foi só. Mais uma vez a salvação era o italiano Fisichella. O piloto conquistou 8 pontos, sendo um sexto lugar no Brasil, um quarto lugar na Alemanha e um terceiro lugar (um pódio meio que esquecido) na Bélgica. Nada mais!!

As últimas corridas da equipe foram marcadas por quebras e posições fora da zona de pontuação. Final trágico para a equipe, que conquistou dois títulos de Pilotos (1994 e 1995 com Schumacher) e um de construtores (1995), além de 27 vitórias, 15 poles positions, 36 voltas rápidas e uma legião de torcedores.

Acompanhem uma volta onboard com Jenson Button na Hungria:

Por hoje é só!!

Fisichella em Montreal

Bem pessoal, o post de hoje vai tratar um pouquinho sobre a estreia do Giancarlo Fisichella na F1.

Em 1996, a Minardi já tinha sua dupla definida, que era os pilotos Pedro Lamy e Taki Inoue (o atrapalhado da Hungria). Mas na última hora, o patrocinador do japonês cancela o acordo e a equipe tem que correr para encontrar um substituto. Aí aparece Fisichella, que era campeão da F-3 Italiana em 1994.

A temporada começou na Austrália, o italiano pilota o M195B, depois de largar na décima-sexta posição, ele abandona por problemas na embreagem. O piloto é sacado do time e quem assume é o brasileiro Tarso Marques, mas depois de dois fiascos seguidos, no GP do Brasil e no GP da Argentina, , Fisichella volta ao cockpit e lá fica por mais 7 etapas (Europa, San Marino, Mônaco, Espanha, Canadá, França e Inglaterra).

Nessas 7 etapas, a melhor posição de largada foi um décimo sexto e a melhor classificação final foi no Canadá, aonde terminou em oitavo. Depois do GP da Inglaterra, ele é sacado do time pelo resto da temporada em troca do compatriota Giovanni Lavaggi.

Seu primeiro ano na categoria foi um fiasco, sem pontos, com um carro sem competitivo. Basicamente uma encrenca para o italiano, pois a equipe estava em uma amarga crise financeira.

Como diz o desciclopédia sobre a estreia de Fisichella:

”Sua estreia na Fórmula 1 foi terrível. Fisichella se esqueceu de ver no contrato que seu carro da Minardi não teria câmbio, motor, freio, acelerador, pneus e essas coisas. Nas raras vezes que largava improvisando seu carro com peças de fusca em poucas voltas incendiava o carro, batia (de preferência no companheiro de equipe, sempre o mais próximo já que todos os outros disparavam na frente) e abandonava alegando dores fortes no braço”. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Por hoje é só!!

Da Matta

Só para não esquecer, ontem fez dez anos do título de Cristiano da Matta, na CART/Indy, aonde o piloto conquistou a corrida, após uma batalha árdua , com o compatriota Bruno Junqueira, que tinha chances de conquistar o título. A partir daí, depois da vitória, Cristiano foi o terceiro piloto brasileiro a conquistar um triunfo nas categorias americanas, além de Emerson Fittipaldi e Gil da Ferran.

Por hoje é só.

 

Bom moçada, já houve um post sobre Alboreto na Indy, mas esse aqui vai especificar melhor como foi a carreira do piloto na categoria, que estava iniciando.

Primeira temporada de Alboreto na Indy

Em 1996, Alboreto já desiludido com a F1 e a DTM, decidiu rumar para a américa, rumo a F-Indy, que tinha acabado de surgir naquelas terras. Então ele foi contratado pela Team Scandia (nome lindo da equipe kkkkk), pois é, ele correu a temporada de 1996, que só tinha 3 corridas, incluindo as 500 milhas de Indianápolis. Nesse ano ele terminou em oitavo lugar, com melhor posição um quarto lugar, na Indy 200 at Walt Disney World. Nas 500 milhas abandonou por problemas no carro.

Segunda e última temporada dele

Passados alguns meses, iniciou-se a temporada 1996-1997 da Indy. Alboreto continuou na Scandia, só que correu apenas as duas primeiras etapas, tendo conquistado um pódio na etapa de New Hampshire. Depois do GP de Las Vegas, Alboreto abandona a Indy e vai em direção a Le Mans.

 

Memórias: José Carlos Pace

Publicado: 06/10/2012 por Gabriel Santos em Antiguidades do Automobilismo, Últimas, Especiais

Pace em Interlagos, palco de sua única vitória

Moçada, para quem não sabe, hoje é o aniversário de José Carlos Pace, o Moco na F1. Piloto brasileiro, nascido em São Paulo em 1944, iniciou a carreira na Williams, na época que os chassis da equipe eram da March, no ano de 1972. Em 1973, foi para a Surtees e a partir daí, sua carreira decolou, por causa de seu primeiro pódio. Entre 1975 a 1977, foi para a Brabham, aonde teve grande sucesso e conquistou sua única vitória, que foi no GP do Brasil de 1975, com dobradinha brasileira. Morreu jovem, com apenas 32 anos, em um acidente na serra da Cantareira e não pode continuar sua carreira.

Pois é, hoje se ele tivesse vivo, o ex-piloto teria 68 anos de idade e vai sempre ficar na memória dos brasileiros. PARABÉNS PACE/MOCO!!

Largada

Bem moçada, o post de memórias de agora vai tratar um pouquinho sobre a Indy. Chega de F1 por enquanto, até que chegue o treino do GP do Japão. O assunto a ser comentado vai ser sobre as 500 milhas realizadas no ano de 2009. Vamos lá.

No dia 24 de Maio de 2009, um domingo qualquer (qualquer não, pois se tratando de automobilismo é sagrado o negócio), pois é, a corrida foi realizada no circuito de Indianapolis Motor Speedway, com a pole do brasileiro Hélio Castroneves (Penske) e mais outros 4 conterrâneos da corrida: Raphael Matos, Vitor Meira, Tony Kanaan e Mário Moraes.

A corrida celebrou os 100 anos de realização das 500 milhas.

Então, Castroneves liderou as 55 primeiras voltas, até os boxes, quando foi ultrapassado pelo australiano Ryan Briscoe, mas nesse tempo, o piloto também teve problemas na sua caixa de câmbio, mas a Penske conseguiu resolver e o brasileiro voltou para a pista em quarto lugar e consegue avançar para o terceiro posto.

Mal iniciou a corrida, já houve bandeira amarela, por causa de acidentes, isso foi na segunda volta. Na vigésima segunda, Ryan Hunter-Reay, que era o último abandonou a corrida, após bater no muro do circuito.

Quando chegou na metade da corrida, a liderança era de Scott Dixon, mas com Dario Franchitti e Castroneves na sua cola. Faltando 17 voltas para o fim, Hélio Castroneves ultrapassa a americana Danica Patrick (Andretti-Green) e volta para a liderança, mantendo uma vantagem mínima sobre a americana.

Para Castroneves era festa, mas para os outros brasileiros, o domingo não foi de flores, Mário Moraes foi o primeiro a abandonar, logo no início da corrida, seguido por Tony Kanaan. Na volta 134, Vitor Meira sofre um susto nos boxes, aonde vaza etanol da mangueira de combustível, mas acaba voltando para a corrida. Na volta 174, o mesmo brasileiro se choca com o compatriota Raphael Matos e o carro de Meira decolou da pista, e encostando no muro. Os dois brasileiros não sofreram nada grave, mas Matos saiu mancando do carro e Meira com dores lombares.

A corrida se encerrou após 3h, com a vitória de Castroneves, pela terceira vez seguida (2001, 2002 e 2009), com Dan Wheldon em segundo lugar e Danica Patrick em terceiro. O resultado da americana, foi o melhor da história de uma mulher nas 500 milhas de Indianápolis.

Disputa entre Danica e Wheldon

Castroneves comemora com o povo da equipe

Victory Lane

Posição final dos pil0tos.

Pos Piloto Equipe Voltas Tempo Largada Voltas na
Liderança
Pontos
1 3 Brasil Hélio Castroneves Team Penske 200 3:19:34.6427 1 66 51
2 4 Reino Unido Dan Wheldon Panther Racing 200 +1.9819 18 0 40
3 7 Estados Unidos Danica Patrick Andretti-Green Racing 200 +2.3350 10 0 35
4 8 Estados Unidos Townsend Bell KV Racing Technology 200 +2.7043 24 0 32
5 12 Austrália Will Power Team Penske 200 +3.6216 9 0 30
6 9 Nova Zelândia Scott Dixon Chip Ganassi Racing 200 +4.2988 5 73 30
7 10 Reino Unido Dario Franchitti Chip Ganassi Racing 200 +4.9159 3 50 26
8 20 Estados Unidos Ed Carpenter Vision Racing 200 +5.5096 17 0 24
9 15 Canadá Paul Tracy KV Racing Technology 200 +6.5180 13 0 22
10 27 Japão Hideki Mutoh Andretti-Green Racing 200 +7.3312 16 0 20
11 36 Canadá Alex Tagliani Conquest Racing 200 +10.5351 33 0 19
12 19 África do Sul Tomas Scheckter Dale Coyne Racing 200 +10.9874 26 0 18
13 99 Reino Unido Alex Lloyd Chip Ganassi Racing 200 +11.1944 11 0 17
14 16 Estados Unidos Scott Sharp Panther Racing 200 +11.4259 20 0 16
15 6 Austrália Ryan Briscoe Team Penske 200 +12.6695 2 11 15
16 41 Estados Unidos A. J. Foyt IV A. J. Foyt Enterprises 200 +15.4867 19 0 14
17 67 Estados Unidos Sarah Fisher Sarah Fisher Racing 200 +15.9774 21 0 13
18 24 Reino Unido Mike Conway (R) Dreyer & Reinbold Racing 200 +16.3488 27 0 12
19 43 Estados Unidos John Andretti Dreyer & Reinbold Racing 200 +18.0868 28 0 12
20 23 Venezuela Milka Duno Dreyer & Reinbold Racing 199 +1 volta 30 0 12
21 14 Brasil Vitor Meira A. J. Foyt Enterprises 173 Contato 14 0 12
22 2 Brasil Raphael Matos (R) Luczo-Dragon Racing 173 Contato 12 0 12
23 18 Reino Unido Justin Wilson Dale Coyne Racing 160 Contato 15 0 12
24 13 Venezuela E. J. Viso HVM Racing 139 Mecânico 29 0 12
25 00 França Nelson Philippe (R) HVM Racing 130 Contato 31 0 10
26 17 Espanha Oriol Servià Rahal Letterman Racing 98 Mecânico 25 0 10
27 11 Brasil Tony Kanaan Andretti-Green Racing 97 Contato 6 0 10
28 06 Países Baixos Robert Doornbos (R) Newman/Haas/Lanigan Racing 85 Contato 23 0 10
29 44 Estados Unidos Davey Hamilton Dreyer & Reinbold Racing 79 Contato 22 0 10
30 26 Estados Unidos Marco Andretti Andretti-Green Racing 56 Mecânico 8 0 10
31 02 Estados Unidos Graham Rahal Newman/Haas/Lanigan Racing 55 Contato 4 0 10
32 21 Estados Unidos Ryan Hunter-Reay Vision Racing 19 Contato 32 0 10
33 5 Brasil Mario Moraes KV Racing Technology 0 Contato 7 0 10