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Prefiro vê-los na Fórmula 1

Publicado: 15/02/2016 por Ramon C.Z. Mendes em Início, Notas Automobilisticas
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A beira dos testes da pré-temporada na Fórmula 1 – normalmente sediada em autódromos da península ibérica, pululam os boatos e notícias por sobre as novidades do que acontecerá na categoria, principalmente acerca da dança das cadeiras entre os pilotos, a tensão das equipes e guerra dos fornecedores. A Silly Season da temporada de 2016 da categoria máxima do automobilismo abriu vários pontos de interrogação por sobre vários assuntos e tópicos, porém, nos últimos dias, uma frase dominou os assuntos.

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Alfa Romeo na Fórmula 1: O presidente da Ferrari e do Grupo Fiat/Chrysler prefere que a fabricante retorne como uma escuderia. (foto: Alfa Sport)

Prefiro vê-los na Fórmula 1

Esta frase foi proferida pelo presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, falando sobre a provável volta da Alfa Romeo ao certame. A volta da fabricante turinense à Fórmula 1 é um dos assuntos mais comentados da pré-temporada desse ano, talvez pela especulação com relação à uma suposta parceria entre Maranello e Turim, porém os fatos são outros.

No inicio do ano, este mesmo Marchionne tentou firmar um acordo com as duas escuderias rubro-taurinas para o fornecimento do propulsores italianos para elas, após a quebra do acordo com a Renault. Porém, a ideia original era somente o rebatismo dos motores de Maranello para serem utilizados pela equipe, algo que a fabricante de urina enlatada não aceitou, eles queriam um motor original, próprio, porém a sua equipe secundária, a Toro Rosso se interessou pelo acordo.

Red Bull e Toro Rosso: O preço para ter os  propulsores italianos em seus carros seria inaceitavel.

Red Bull e Toro Rosso: O preço para ter os propulsores italianos em seus carros seria inaceitável.

Segundo a revista Auto Bild, tentando agradar gregos e troianos, o presidente da Ferrari e do Grupo Fiat/Chrysler tentou empurrar a fabricante de propulsores lombardina para fornecer motores próprios para a equipe, porém, o preço seria alto para os rubro-taurinos. A equipe teria que desembolsar US$ 130 milhões para iniciar o desenvolvimento do motor, o que foi inaceitável para a equipe, que acabou por rebatizar os veteranos motores Renault com a nome da construtora de cronógrafos TAG-Heuer.

Após o embroglio com as equipes austro-italianas, este mesmo dirigente ferrarista, em declaração ao La Gazzetta dello Sport, disse que “Para poder restaurar o nome deles (Alfa Romeo), eles devem considerar o retorno à Fórmula 1”. Na mesma declaração, Marchionne defendeu que a fabricante teria condições de construir, além do próprio motor, o próprio chassis. Sobre as opiniões que diriam que a Alfa Romeo poderia retornar ao automobilismo pelo Mundial de Protótipos, como exemplo da Porsche, Marchionne foi incisivo: “Prefiro vê-los na Fórmula 1”.

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Sovetskij Soyuz

Publicado: 28/07/2014 por Ramon C.Z. Mendes em Antiguidades do Automobilismo
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Por: Ramon Mendes

Nos ultimos dias, além de jatos abatidos em Donetsk e bombas guiadas a laser a cair em Gaza, lá atras, bem escondida em um paragrafo de rodapé nas paginas de esporte, havia uma intrinsesca notícia de uma certa decisão anunciada por um certo país do Caucaso. Essa notícia nada ortodoxa, apoiada por um certo judeu baixinho, deixou boa parte dos adeptos da Fórmula 1 estarrecidos, no minimo, impressionados. A tal notícia era que, na temporada de 2016, o Grand Prix da Europa será disputada no Baku Street Circuit, na cidade hononima, que é tambem, capital do Azerbaijão.

Baku: de hospital de feridos sovietiicos no Afeganistão a marco moderno do Caucaso. (foto: Divulgação)

Baku: de hospital de feridos sovieticos no Afeganistão a marco moderno do Caucaso. (foto: Divulgação)

Azerbaijão. Muitos de nós, fãs de automobilismo nem deve se lembrar que o referido país existe quanto mais que seja um país europeu, ex-União Sovietica e que faça fronteira com a Rússia e a Armênia. Provavelmente, a ultima vez que ele apareceu nos noticiarios do mundo, foi em um longinquo ano de 1994, quando este país estava finalizando a fase mais massiva de seu conflito com os armênios na diminuta provincia de Nagorno-Karabakh. Pórem, para quem é adepto dos campeonatos de Gran Turismo, o Azerbaijão não é um lugar tão desconhecido assim. Ano passado, na FIA GT Series, o circuito de rua da capital azeri fez parte do calendário da categoria. Porém, pelos rumores dos paddocks, o circuito de rua projetado por Hermann Tilke não será o mesmo circuito que será utilizado pela Fórmula 1, porem, fatos, não há.

Baku Street Circuit: A FIA GT Championship e a Blancpain World Series disputam etapas nesse circuito, mas talvez, não seja este circuito que hospede a Fórmula 1 na capital azeri. (Foto: Ten Tenths)

Baku Street Circuit: A FIA GT Championship e a Blancpain Sprint Series disputam etapas nesse circuito, mas talvez, não seja este circuito que hospede a Fórmula 1 na capital azeri. (Foto: Ten Tenths)

Muitos poderão pensar que a capital azeri seja algo similar a uma Grozny em épocas de Guerra da Chechenia ou alguma capital de alguma república sovietica, porem, se engana quem o achar. A cidade é um marco da modernidade do atual oriente médio em meio ao Caucaso, terra fertil perfeita para as ideias do judeu baixinho que comanda a categoria. Há muito dinheiro lá, vindo das mastôdonticas reservas de petroleo do Caucaso, e é este dinheiro, que hoje, move a Fórmula 1. O lugar é propicio e ira acontecer.

Uma paisagem da União Sovietica para deleitar os olhos de você, leitor do VP.

Uma paisagem da União Sovietica para deleitar os olhos de você, leitor do VP. (foto: Smit_Smith LJ)

Porem, se for visualizar a história da categoria em seu passado nem-tão-recente-assim, podemos achar uma certa iniciativa de Bernie Ecclestone no ano de 1983. A ideia era quebrar a Cortina de Ferro que havia caido no leste europeu no pós-guerra e levar um dos esportes simbolo do capitalismo ao regime simbolo do comunismo no mundo. A ideia era simples, um Grand Prix na União Sovietica.

No incio dos anos 80, a União Sovietica passava pelo começo de mudanças e transições politicas. O duro governo de Leonid Brezhnev acabava. Foram seis anos de intervencionismo, uma mão dura e uma imagem pacifica da União Sovietica para com o Ocidente acabavam no fim do ano de 1982, com a morte do chefe de estado sovietico. Dois dias depois Yuri Andropov assumia a cadeira de Secretário-Geral do Partido Comunista, dando incio a seu curto governo. Naqueles anos, enquanto as transições aconteciam na politica sovietica, Bernie Ecclestone negociava com os burocartas sovieticos a vinda de seu certame para o país. Porem Ecclestone não podia ter pegado época pior, Andropov não era um grande adepto do ocidente quanto mais de seu certame automobilistico. Era a época que os nervos das duas potências estava a flor da pele, Ronald Reagan estava aos comandos dos EUA e o modo de governar de Reagan dava motivos para as ações anti-americanas de Andropov, que davam mais motivo para Reagan tomar ações anti-sovieticas, e no meio do fogo cruzado, estava a Fórmula 1 a negociar seu certame em Moscow.

Na União Sovietica, o tanque participa da parada em VOCÊ. (foto: Dailymail)

Na União Sovietica, o tanque participa da parada em VOCÊ. (foto: Dailymail)

Enquanto se negociava com os burocratas sovieticos de cara fechada, Bernie Ecclestone fazia planos e criava expectativas encima do Grand Prix Sovietico, Bernie planejou tudo que pode, circuito, paddocks, o possivel foi planejado. Até que, no ano de 1982, Bernie Ecclestone fazia o anuncio, no calendário prévio da temporada de 1983 da Fórmula 1 estava marcado, Grand Prix da União Sovietica, em um circuito de rua na capital sovietica, Moscow. Seria a chance dos sovieticos demonstrarem o melhor do socialismo ao vivo, direto nas casas de milhares de cidadões dos países ocidentais capitalistas, seria o momento propicio para a propaganda sovietica seria….

Demmorou mais um tempo e não foi no lugar certo, mas a Fórmula 1 conseguiu passar a Cortina de Ferro em 1986. (foto: wn.com)

Demmorou mais um tempo e não foi no lugar certo, mas a Fórmula 1 conseguiu passar a Cortina de Ferro em 1986. (foto: wn.com)

O Grand Prix parou na cara fechada e na lentidão dos burocratas sovieticos da época. Nada mais justo para essa situação, tendo em vista que para um sovietico adquirir um carro, ele pagava e podia esperar cinco anos em uma lista de espera para receber seu Lada Laika novinho (pronta-entrega, isso é coisa de americano imperialista). No fim, Bernie Ecclestone ficou chupando o dedo, mas não desistiu de quebrar a Cortina de Ferro, coisa que demorou até 1986 para a Fórmula 1, mas isso, já é outra história.

Super Aguri vai a Fórmula E

Publicado: 01/11/2013 por Ramon C.Z. Mendes em Outras Categorias do Automobilismo
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Por: Ramon Mendes

Este será o carro da Super Aguri na Fórmula-E.

Este será o carro da Super Aguri na Fórmula-E.

Após sair da Fórmula 1 em 2008 (após três temporadas nada animadoras e ter o Yuji Ide como piloto), a equipe japonesa Super Aguri (do ex-piloto, Aguri Suzuki), que disputa atualmente a Super GT pelo nome de ARTA (Autobacs Racing Team Aguri), volta ao cenário internacional pela Formula-E. Isso confirma a Super Aguri Formula-E (SAFE, devido a um trocadilho coma palavra segurança, em Inglês) como a sexta equipe da nova categoria, que terá sua temporada inicial em 2014. Coma entrada do time na F-E, também voltou pessoal ao time, os antigos projetistas da Super Aguri na Fórmula 1 , Mike Preston e Peter McCool voltarão a integrar o time da escuderia nipônica na primeira temporada da categoria.

A equipe disputou o Mundial de construtores de 2006 a 2008.

A equipe disputou o Mundial de Construtores de 2006 a 2008.

Em uma entrevista recente a revista britânica Autosport, o ex-piloto e dono da equipe, Aguri Suzuki, declarou: “Quando o projeto da F-E foi anunciado, nós instantaneamente fomos atraídos a ele e começamos a formular alguns planos. Nós nos encontramos com Alejandro Agag e sua equipe neste ano e o informamos dos nossos planos e objetivos, apresentando nossa visão da F-E, que representa o Japão e Ásia.

“Hoje é um novo capítulo da Super Aguri e estou orgulhoso de que nossa equipe irá representar o Japão na primeira temporada da Fórmula E. Corridas com emissão zero é um conceito em evolução para a indústria do esporte a motor e depois de mais de 40 anos tanto como piloto quanto como dono de equipe, eu vejo a Fórmula E como um passo em direção ao futuro. O Japão sempre foi um pioneiro em inovações e tecnologia e nossa participação no campeonato irá nos promover e desenvolver veículos elétricos não apenas na nossa região, mas também em escala global”, declarou o veterano piloto a revista britânica.

Aguri Suzuki:

Aguri Suzuki: “Corridas com emissão zero é um conceito em evolução para a industria do esporte a motor.”

Com isso, a Super Aguri se junta as outras cinco equipes que irão compor o grid da nova categoria, entre elas, estão a norte-americana, Andretti Motorsport e a francesa, e-Dams (divisão “elétrica” da conhecida DAMS, já veterana de Fórmula 3000 e GP2 Series). A categoria pretende ter sua primeira etapa dia 20 de setembro, em Beijing, terminando a primeira temporada em Londres, dia 27 de junho de 2015.