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Resumão da Semana: Parte 3

Publicado: 04/05/2014 por Marcelo Necro em Resumão da semana
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Moto3

A Moto3 visitou Jerez de la Frontera para mais uma etapa de seu campeonato. E como de costume, não decepcionou em nos proporcionar, pacatos telespectadores de corridas de qualquer coisa, uma bela e emocionante corrida. Romano Fenati (anotem esse nome, eu disse: anotem), o piloto favorito deste quem vos fala, depois de dar a primeira vitória da equipe oficial de Valentino Rossi na Moto3 em Termas de Rio Hondo, venceu de novo vejam só.

Fenati largou no meião e conseguiu fazer uma bela corrida de recuperação pra tomar a ponta. Mas Fenati não estava sozinho. Um pelotão inteiro estava atrás dele babando pela vitória liderados por Jack Miller, Éfren Vasquez e o surpreendente Isaac Viñales, irmão do Maverick.

Na última volta, Fenati estava sendo pressionado por Alex Rins, Éfren Vasquez, Jack Miller e Isaac Viñales. Rins pressionou e conseguiu passar Fenati na última curva e assumir a ponta, mas Fenati fez seu motor falar mais alto e retomou a liderança antes mesmo da bandeirada final e venceu. Rins ainda perdeu a P2 para Vasquez por alguns pentelhésimos de segundo e teve de se contentar com a P3. Jack Miller terminou em quarto e Isaac Viñales ainda terminou em quinto.

Moto2

Na Moto2, a categoria está vendo a equipe de Marc von de Straten dominar o campeonato, ainda mais com a vitória de Mika Kallio este fim de semana em Jerez, de ponta a ponta. Já são duas vitórias de Esteve Rabat e essa de Kallio em 4 corridas.

Na largada, Kallio largou bem e tratou de se afastar do resto rapidamente. Dominique Aegerter e Jonas Folger estavam disputando ferrenhamente pela P2 e isso facilitou a vida para Kallio que conseguiu um distancia confortável para os dois. Depois de algumas voltas, Aegerter conseguiu se livrar de Folger e foi atrás de Kallio. Enquanto isso, o outro piloto da Marc VDS, Tito Rabat tinha passado meio mundo e  já estava em quarto na corridas, mas longe de Folger.

Aergerter tentou e tentou, mas não deu. Hoje era o dia de Kallio que venceu de ponta a ponta pela primeira vez desde Brno no ano passado. Aegerter se contentou com a P2, o seu melhor resultado na carreira. Jonas Folger conseguiu seu primeiro pódio na Moto2 e terminou em terceiro. O ainda líder do campeonato Esteve Rabat, terminou em quarto. E Maverick Viñales ainda conseguiu passar seu companheiro na equipe Pons HP, Luis Salom, e terminou em quinto.

MotoGP

Na MotoGP, a categoria-rainha da Motovelocidade, as coisas foram um pouco mais animadas do que na Moto2. Na largada, Andrea Dovizioso surpreendentemente assumiu a ponta. Mas como alegria de pobre dura pouco, graças a sua limitada Ducati, Dovizioso foi rapidamente ultrapassado por Rossi, Marquez, Lorenzo e Pedrosa e caiu pra P5.

Valentino Rossi que já tinha comemorado a vitória de seu pupilo, Romano Fenati, na Moto3, assumiu a liderança da corrida. Mas Marc Marquez vinha no cangote do multicampeão da Motovelocidade, e não demorou pra tomar a ponta do The Doctor. Rossi até tentou recuperar mas não conseguiu.

Depois disso, Marquez apenas administrou e venceu mais uma. Já são quatro? Onde a Formiga Atômica vai parar? Enquanto isso um pouco mais atrás, Dani Pedrosa ultrapassava o desolado Jorge Lorenzo e ia pra cima de Rossi. Os dois chegaram na última volta separados por centímetros. Pedrosa até tentou, mas Rossi segurou bravamente e terminou em segundo e Pedrosa em terceiro. Um inexplicável Jorge Lorenzo chegava em quarto. Enquanto isso, Andrea Dovizioso lutou com unhas e dentes contra meio mundo e levou a Ducati para a quinta posição.

WEC

 

No WEC, as naves-espaciais foram para Spa-Francorchamps para mais uma etapa do campeonato. E adivinha só? Deu Toyota de novo. O trio da equipe japonesa Davidson/Lapierre/Buemi provou que Audi dominando era coisa do passado e venceu. O Toyota #8 foi pressionado apenas pelo trio do Porsche #14 Dumas/Jani/Lieb quando estes lideravam a corrida com o Toyota #8 em segundo. Ambos estavam com estratégias diferentes durante a corrida e disputavam entre si pela vitória.

O Porsche tinha mais autonomia e durava mais na pista sem fazer pits, mas mesmo assim foi ultrapassado pela Toyota na segunda rodada de pits. Depois disso, o Porsche #14 teve uma súbita perda de potencia e perdeu muito, mas MUITO tempo em relação ao Toyota. Deu duas voltas lentíssimas até que Neel Jani, que pilotava o carro naquele momento, conseguiu fazer o carro voltar ao normal depois de ajustes painel do protótipo. Mas com isso, eles acabaram levando uma volta do Toyota e caíram fora da disputa pela vitória.

O Toyota de Davidson/Lapierre/Buemi venceram novamente, seguido pelo Audi do trio Di Grassi (sim, ele mesmo) /Duval/Kristensen que terminou em segundo. O outro Toyota do trio Wurz/Nakajima/Sarrazin completou o pódio. O Porsche de Dumas/Jani/Lieb terminou em quarto. E outro Audi do trio Fassler/Lotterer/Treluyer completou o Top 5.

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Moto3

Jack Miller (o número 8 ali) comemorando a sua primeira vitória na Moto3

Quem (conseguiu) ver a corrida da Moto3 em Doha no circuito de Losail no Qatar não se decepcionou. A corrida foi marcada por várias trocas de liderança entre Alex Marquez e Jack Miller e ainda tinha um pelotão inteiro atrás deles brigando pelo último lugar no pódio.

Esse pelotão liderado pelo ligeiro Alex Rins que volta e meia perdia a P3 para o encapetado Miguel Oliveira e o persistente Efren Vasquez, chegou nos dois líderes faltando poucas voltas para o final.

Quando chegaram na última volta, Alex Marquez que já tinha abrido uma certa diferença para Jack Miller errou no miolo da pista e caiu para P4 entregando a vitória de bandeja para Jack Miller que conseguiu seu primeiro pódio e a primeira vitória numa das 3 principais categorias da Motovelocidade numa tacada só.

Alex Marquez ainda se recuperou na última meia-volta depois de seu erro e faturou a segunda posição. A P3 ficou numa briga emocionante entre Miguel Oliveira, Alex Rins e Efren Vasquez e no final, Vasquez, o persistente, conseguiu o último lugar do pódio por alguns pentelhésimos de segundo. Oliveira terminou em quarto e Rins completou o Top 5. Eric Granado caiu logo no começo e não completou a corrida.

Moto2

Tito Rabat venceu na Moto2

Na Moto2, vimos uma disputa equilibrada entre o piloto mais legal do grid, Takaaki Nakagami, e Esteve “Tito” Rabat pela liderança. Nakagami liderou boa parte da prova, mas como de costume, pra variar, perdeu a liderança da corrida no meio dela. Mas não desistiu e continuou no encalço de Rabat, o líder, até o final quando tentou na última volta um ataque final mas não foi dessa vez. Rabat venceu. Com Nakagami em segundo. De novo.

Mika Kallio que chegou a brigar pela liderança com Nakagami no começo da prova não foi páreo para os dois e terminou numa solitária terceira posição. Thomas Luthi também tentou brigar pelo pódio mas conseguiu apenas a P4. Maverick Viñales, veja só, o atual campeão da Moto3 foi uma das surpresas do dia ao completar o Top 5 da corrida. Só pra ter uma ideia do quanto ele andou bem, o companheiro dele e que também brigou com ele pelo título da Moto3 ano passado até a última prova, Luis Salom, que correndo pela mesma equipe de Maverick, a Pons, terminou apenas na P15. Ao menos marcou um solitário pontinho.

MotoGP

A disputa entre Marquez e Rossi na MotoGP

A categoria-mor do motociclismo mundial também não decepcionou ninguém e teve um espetacular (quando digo espetacular, eu digo ESPETACULAR) disputa pela vitória entre a juventude de Marc Marquez e a experiencia de Valentino Rossi.

A corrida começou com Jorge Lorenzo pulando de não sei aonde para a liderança num piscar de olhos. Mas a alegria não durou muito e ele caiu feio depois de apenas algumas voltas de corrida. Quem assumiu a liderança foi o veloz Stefan Bradl que assim como Lorenzo, foi discreto no qualify pra corrida. Mas como alegria de pobre dura pouco, Bradl acabou caindo, e veja só, no mesmo lugar que Lorenzo.

Marquez assumiu a ponta e logo depois vinha Rossi que havia acabado de passar Alvaro Bautista e Bradley Smith. Não demorou muito e Rossi assumiu a ponta com Marquez logo atrás e Pedrosa em terceiro.

Depois de algumas voltas atrás, Marquez resolveu partir pro ataque e assumiu a ponta. Rossi não gostou disso e começou a pressionar. O que se viu nas últimas 3 voltas foi uma das melhores disputas de posições já vista por este intrépido escritor. Rossi passou ainda na curva 1. Mas na volta seguinte foi ultrapassado de novo por Marquez. Chegou na última volta, Rossi pressionou ainda mais até que tentou uma ultrapassagem arriscada no miolo. Passou. Mas freou muito tarde e acabou espalhando. Marquez aproveitou e recuperou a ponta. Marquez conseguiu abrir certa distancia para Rossi, mas só pode relaxar quando cruzou a linha de chegada pela última vez para a vitória. Valentino teve de se contentar com a segunda posição. Dani Pedrosa terminou numa distante terceira posição.

Aleix Espargaró andou muito bem e terminou em quarto. Andrea Dovizioso mostrou que a Ducati pode sim andar bonito e completou o Top 5 seguido pela Ducati de Cal Crutchlow. A surpresa do dia ficou com Scott Redding que terminou em sétimo com uma moto bem inferior às outras.

Festejos de Marc (Créditos: TSF)

Nas motos, Marc Comá que já tinha mais de 2 horas de vantagem para o segundo colocado, Jordi Viladoms, apenas administrou a diferença e nem precisou terminar no Top 15 da última etapa do Dakar pra se sagrar tetracampeão do Rali Dakar.

Ciryl Despres, campeão de 2013, levou a melhor na etapa e venceu. Joan Barreda, Olivier Pain, Helder Rodrigues e Juan Pedrero Garcia completaram o Top 5 da etapa nas motos.

Na geral, Comá venceu com uma diferença de 1 hora e 57 minutos para Villadoms. Vieram em seguida, Pain, Despres e Rodrigues completando o Top 5.

Depois de 10 anos, enfim a consagração de Roma nos carros (Créditos: Record.pt)

Nos carros, depois da polêmica ordem de equipe da Mini, Stéphane Peterhansel obedeceu a equipe e deixou Nani Roma se consagrar o vencedor do Dakar 2014. Fazia uma década que Roma não vencia no Dakar quando venceu nas motos em 2004.

A vitória da última etapa dos carros ficou com o Toyota de Giniel De Villiers. Krzysztof Holowczyc e seu Mini terminaram em segundo e Vladimir Vasilyev terminou em terceiro.

Na geral, Roma venceu com uma diferença de 5 minutos para Peterhansel. Nasser Al-Attiyah fechou a trinca dos Mini no Dakar seguido de Giniel De Villiers e de outro Mini de Orlando Terranova.

Andrey Karginov (Créditos: ESPN BR)

Nos monstros, os caminhões, viu-se uma batalha entre o Kamaz de Andrey Karginov e o Iveco de Gerard De Rooy. Mas mesmo assim, Karginov não precisou passar de uma P15 pra se sagrar campeão do Dakar nos caminhões.

Quem ficou com a vitória na etapa foi o Tatra de Ales Loprais, com o próprio De Rooy em segundo. Jo Adua, Hans Stacey e Siarhei Viazovic completaram o Top 5 da etapa.

Na geral, Karginov foi campeão com 3 minutos de vantagem para De Rooy com Eduard Nikolaev em terceiro. Dmitry Sotnikov  e Anton Shibalov completaram o Top 5.

MotoGP

Na MotoGP, a corrida em Ricardo Tormo começou a mil. Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa protagonizaram uma bela e incrível batalha pela P1 enquanto Marc Marquez apenas ficava olhando de perto na P3.

Mas a disputa acabou resultando em toque entre Lorenzo e Pedrosa, Marquez se aproveitou e assumiu a ponta. Mas logo perdeu a liderança para Lorenzo que foi embora na ponta da corrida. Marquez logo depois também foi ultrapassado por Pedrosa que tinha acabado de passar Valentino Rossi.

No final, Lorenzo venceu, mas perdeu. Pedrosa conseguiu a P2. Marc Marquez, o mais novo (literalmente) campeão da MotoGP completou o pódio muito comemorado pela equipe e por ele próprio ao lado de sua amada torcida. Valentino Rossi foi o P4 e Alvaro Bautista completou o Top 5.

Moto2

Na Moto2, com o título já garantido, Pol Espargaró abriu anos-luz de diferença para o segundo colocado logo no começo da corrida para o P2 e o P3, Simone Corsi e Nicolas Terol.

Depois de uma longa briga, Terol passou Corsi e os dois ficaram andando juntos por um tempo até que no horizonte, uma moto azul e branca pareceu deslizar ao longe com um humanóide voando. Era Pol Espargaro que vinha liderando facilmente quando caiu sozinho no segundo setor da pista.

Com isso, Terol resolveu ir embora deixando Simone Corsi pra trás. Corsi logo foi atacado e perdeu a posição para Jordi Torres.

No final, Terol venceu a corrida com seu companheiro da Aspar, Jordi Torres em segundo. E Simone Corsi ainda perdeu o pódio por 0.001 segundos para Johann Zarco. Esteve Rabat completou o Top 5.

Pra completar o incrível ano na Moto3 que para mim vai fazer saudade nesses meses em que ela vai ficar parada por conta dos finais emocionantes que ela sempre tem, a corrida de Ricardo Tormo.

Luis Salom, Alex Rins e Maverick Viñales estavam separados na briga pelo título por apenas 5 pontos. Na corrida, os 3 protagonizaram uma intensa e incrível disputa como de sempre pela liderança da corrida. Até que Luis Salom caiu na curva 5 e deu adeus ao título mundial da Moto3.

Rins e Viñales foram brigando entre eles pela liderança e ainda tinha Jonas Folger que também estava querendo algo mais ali naquela briga.

Quando chegou a última volta da corrida, Rins assumiu a ponta, mas logo perdeu novamente para Maverick na curva seguinte. Rins tentou o troco, mas não conseguiu a ultrapassagem.

Quando chegou a última curva do campeonato, Rins conseguiu a ultrapassagem, mas errou na saída e Viñales reassumiu a ponta da corrida e do campeonato e foi campeão. Rins ainda perdeu a P2 para Folger por 0.001 segundos. Alex Marquez foi o P4 e Efren Vazquez completou o Top 5. Luis Salom foi apenas o P14. Ana Carrasco conseguiu um ótimo resultado terminando na P8. E Eric Granado foi o P17 da corrida.

Global RallyCross

No Global RallyCross na etapa de Las Vegas, Tanner Foust começou a bateria final na liderança da corrida, mas foi punido por ter queimado a largada e quem venceu foi Ken Block (Yep, ele mesmo).

Nelsinho Piquet que teve de fazer a repescagem, terminou em segundo na repescagem, mas acabou punido depois de polêmico toque em Sverre Isachsen (se diz “Isvírri Issaquissen” eu pelo menos falo assim), e não pode correr a bateria final.

Block venceu. Foust terminou em segundo. Travis Pastrana completou o pódio. Toomas Heikkinen, já campeão desde Charlotte, teve corrida conturbada com punições até e terminou em quarto. Sverre Isachsen completou o Top 5.

Resumão- Parte III

Publicado: 20/10/2013 por Marcelo Necro em Resumão da semana
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Por Marcelo ”Necro” Ferreira

MotoGP

No que pode ser considerada a etapa mais maluca da MotoGP em anos, teve de tudo. Até o incomum que é a troca de motos durante a corrida teve. Pois os compostos da Bridgestone não se adaptaram ao novo asfalto de Phillip Island e não suportavam nem a metade da corrida direito.

Até a metade da corrida, Lorenzo, Marquez e Pedrosa estavam batalhando pela P1. Até a hora da troca de motos. Pedrosa foi o primeiro a parar pra trocar sua Honda com pneus desgastados por outra com pneus novinhos e tinindo, e junto com ele, vários outros pilotos foram também trocar suas respectivas motos.

Na volta seguinte, Lorenzo também foi pros pits e voltou logo a frente de Pedrosa. Marquez ficou na pista e parou na volta seguinte. Erro que custou sua corrida. Marquez fez o pit normalmente e quando voltou pra pista, levou um susto. Lorenzo veio com tudo e ficou lado a lado com Marquez, mais lento, na curva 1. Lorenzo, não querendo perder tempo e pontos no campeonato, deu um empurrão em Marquez que consequentemente perdeu a P2 para Pedrosa.

Mas o pior estava por vir para a “Formiga Atômica”. Marquez, Damian Cudlin e Bryan Staring que pararam depois de todo mundo, ganharam bandeira preta por terem parado fora da janela de pits (!) e foram desclassificados da prova. Deixando o caminho livre, livre para Lorenzo vencer a corrida com Pedrosa em segundo e Valentino Rossi que depois de uma batalha intensa com Cal Crutchlow e Alvaro Bautista, conseguiu o último lugar do pódio. Randy de Puniet venceu na classe das moto CRT.

No campeonato, depois dessa reviravolta de Phillip Island, Marquez tem 298 pontos. Lorenzo é o P2 com 280. Pedrosa é o P3 com 264. Rossi é o P4 com 214. Cal Crutchlow é o P5 com 179 pontos. Aleix Esparagaró é o líder das moto CRT com 88 pontos.

Moto2

Na Moto2, as emoções começaram logo no treino classificatório. Faltando alguns minutos pro final do treino, Scott Redding, o líder do campeonato, sofreu um acidente que quebrou sua mão esquerda, não permitindo que ele corresse na corrida e nem na próxima corrida em Motegi, só voltando em Ricardo Tormo.

A corrida, assim como na MotoGP, sofreu alterações com a redução para apenas 13 voltas de corrida por conta dos pneus que não aguentavam o novo asfalto de Phillip Island. Na corrida, Pol Esparagaró começou na frente, mas uma fila se formou atrás dele em busca da liderança.

Thomas Luthi o perseguiu durante a corrida toda não dando alívio para o espanhol. Porém, Luthi tinha Alex de Angelis e Jordi Torres o perseguindo também. Luthi teve de se defender deles e com isso, Espargaró conseguiu abrir um pouco de diferença, mas logo Luthi se recuperou e quase conseguiu a ultrapassagem faltando 3 voltas para o fim, mas não conseguiu e no final, Pol fez a lição de casa e venceu a corrida com Thomas Luthi terminando na P2, Jordi Torres na P3, Simone Corsi na P4 e Alex de Angelis completando o Top 5.

No campeonato, Pol Espargaró é o novo líder com 240 pontos. Scott Redding caiu pra segundo com 224 pontos. Esteve Rabat é o P3 com 204. Mika Kallio é o P4 com 165 e Dominique Aergerter é o P5 com 143 pontos.

Moto3

Alex Rins, em Phillip Island (Foto: MotoGP/Divulgação)

Na Moto3, Luis Salom largou na pole em Phillip Island. Mas a corrida, não foi tão fácil assim para o líder do campeonato, Salom.

Na corrida, Alex Rins assumiu a ponta no começo, mas logo foi superado por Jonas Folger que foi sendo pressionado por Maverick Viñales pela ponta da prova. E depois de alguma perseguição, Maverick acabou perdendo posições para Alex Marquez e Alex Rins caindo para quarto.

Logo depois, Folger perdeu a ponta da prova para Alex Marquez que vinha numa corrida muito boa, porém, Marquez errou logo depois da ultrapassagem e Folger assumiu a ponta de novo. Faltando 12 voltas pra bandeirada final, gotas de chuva começaram a cair do céu de Phillip Island.

Depois de algum tempo, Maverick Viñales assumiu a ponta de novo sobre Jonas Folger. Mas logo depois, Alex Marquez que vinha em quarto resolveu partir com tudo e passou Rins, Folger e Viñales na reta principal e assumiu a ponta. Com toda essa briga, não demorou muito para que Luis Salom, Niccolo Antonelli, Jack Miller e Éfren Vazquez entrassem na briga pela liderança da corrida.

Quando chegou na última volta, Folger assumiu a ponta. Logo depois, o piloto da Aspar foi ultrapassado por Rins, Marquez e Viñales e a disputa foi até a última reta da corrida onde num final emocionante, Rins venceu Maverick Viñales por 0.003 segundos e levou o caneco da corrida. Luis Salom ainda conseguiu a P3. Alex Marquez foi o P4 e Jack Miller completou o Top 5. O brasileiro Eric Granado terminou na P21 e Ana Carrasco terminou na P19.

No campeonato, Luis Salom é o líder com 300 pontos. Alex Rins é o P2 com 295 pontos. Maverick Viñales é o P3 com 278 pontos. Alex Marquez é o P4 com 175 e Jonas Folger é o P5 com 147 pontos. Eric Granado é o P22 com 7 pontos e Ana Carrasco é a P27 com 1 ponto.

WEC

No “corrida” do WEC em Fuji, não tivemos corrida. Yep, não tivemos corrida. Como normalmente ocorre em Fuji, caiu horrores em Fuji. E as 6 Horas de Fuji tiveram apenas 16 voltas de prova. Todas em bandeira amarela e depois da amarela, veio a vermelha e o fim da corrida segundo a direção de prova.

Bom, como o pole foi o Audi #1 de André Lotterer, Marcel Fassler e Benoit Treluyer, é normal pensar que eles ganharam. Afinal, nem teve corrida. Mas, o trio da Audi sofreu com problemas no motor (!) na corrida e terminou apenas na P25 na geral.

O vencedor foi o trio da Toyota, Alexander Wurz, Nicolas Lapierre e Kazuki Nakajima, venceu a “corrida”. A primeira da Toyota aliás que ficou tão feliz que colocará dois carros pra correr na próxima etapa na China em Shanghai.

No campeonato, o trio da Audi, Loic Duval/Tom Kristensen/Allan McNish é o líder com 147 pontos. O segundo o outro trio da Audi, Lotterer/Fassler/Treluyer com 106.25 pontos. O terceiro é o trio da Toyota, Anthony Davidson/Stéphane Sarrazin/Sebastien Buemi com 81.25 pontos.

Na classe LMP2, o vencedor foi o Morgan-Nissan da OAK Racing do trio Bertrand Baguette, Ricardo Gonzalez e Martin Plowman.

No campeonato, o mesmo trio da OAK, Baguette/Gonzalez/Plowman lidera entre os LMP2 com 114.5 pontos. O segundo é o trio da Pecom, Luiz Perez Companc/Nicolas Minassian/Pierre Kaffer com 103 pontos. O terceiro é o outro trio da OAK, Alex Brundle/David Heinemeier Hansson/Olivier Pla com 96.5 pontos.

Na classe GTE-PRO, quem venceu foi o trio da Aston Martin, Darren Turner/Stefan Mucke/Frederic Mackowicki. E na GTE-AM, o trio da Aston Martin com o brasileiro Bruno Senna/Christoffer Nyygard/Kristian Poulsen venceu a corrida.

ALMS

Na ALMS, aconteceu a corrida Petit Le Mans em Road Atlanta. Na LMP1, a disputa ficou entre a HPD da Muscle Milk contra o Lola-Toyota da Rebellion, já que o Lola-Mazda da Dyson Racing e o Delta Wing não iam oferecer tanta ameaça assim.

Ou a disputa ficaria entre HPD e Rebellion se o HPD não tivesse um problema de super aquecimento e abandonasse a prova, deixando o trio da Rebellion, Nicolas Prost/Neel Jani/Nick Heidfeld sozinhos pra vencer a corrida facilmente com o Lola-Mazda do trio da Dyson, Chris Dyson/Chris McMurry/Tony Burgess terminando em segundo na classe LMP1.

Na LMP2, a vitória ficou com o trio da Level 5, Scott Tucker/Ryan Briscoe/Marino Franchitti e de quebra ainda levou a segunda colocação na geral a “apenas” 8 voltas atrás do trio da Rebellion.

Na classe LMPC, o vencedor foi o trio da BAR1, Kyle Marcelli/Chris Cumming/Stefan Johansson. O duo da 8Star com o brasileiro Oswaldo Negri Jr e Sean Rayhall ficou a segunda posição na classe PC. E o trio da RSR com o brasileiro Bruno Junqueira/Duncan Ende/Gustavo Menezes teve problemas e foi o último dos que completaram a corrida na geral.

Na classe LMGT, o vencedor foi o trio da Falken Tire, Bryan Sellers/Wolf Henzler/Nick Tandy com o Porsche de 2010 pois o modelo que estavam usando, o de 2012, ainda não tinha se recuperado do “Big One” e das várias batidas que sofreu na largada da corrida de Baltimore.

Na classe LMGTC, a vitória ficou com a Flying Lizzard e seu trio com Spencer Pumpelly/Madison Snow/Nelson Canache Jr. O trio da equipe do ator-piloto Patrick Dempsey conseguiu fazer ótima corrida e terminou em segundo ao lado de Andy Lally e Joe Foster.

Resumão a semana- Parte IV

Publicado: 30/09/2013 por Marcelo Necro em Resumão da semana
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Por Marcelo Necro

MotoGP

Pois é. Ele de novo. Marc Marquez venceu de novo. Em MotorLand Aragón, o piloto da moto #93 conseguiu a pole e largou na frente. Depois do início de corrida, Lorenzo assumiu a ponta com o aniversariante Dani Pedrosa logo atrás que também era seguido de perto por Marquez.

Depois de algumas voltas de disputa, Marquez finalmente passou Pedrosa. Porém, Pedrosa acabou sendo catapultado depois que Marquez errou numa tentativa de ultrapassagem e acabou atrapalhando (não, o Marquez nem chegou a tocar no Pedrosa) Pedrosa. Pedrosa abandonou a corrida e Marquez prosseguiu na corrida, porém bem atrás de Jorge Lorenzo.

Enquanto isso, The Doctor estava lutando pela P3 contra Alvaro Bautista, Stefan Bradl e Cal Crutchlow. Marquez impôs um ritmo forte de corrida e faltando 10 voltas para o final, assumiu a ponta pra não largar mais e venceu a corrida. Frustando Lorenzo mais uma vez que deu o máximo de si na pista, mas não foi o suficiente, tendo que mais uma vez terminar em segundo.

The Doctor depois de muito brigar contra Bautista e Bradl, conseguiu terminar na P3 e no pódio da corrida. Bautista foi o P4 e Bradl foi o P5. Aleix Espargaro venceu na classe das CRT.

Moto2

Na Moto2, Nicolas Terol venceu a corrida voltando às vitórias depois de sua última vitória em Austin esse ano. De maneira fácil, Terol liderou todas as voltas e venceu. Na largada, não quis briga e foi embora sozinho pra vitória. Takaaki Nakagami que tinha largada em quarto pulou pra segundo, mas logo depois errou feio e caiu pro final do pelotão.

Scott Redding, o líder do campeonato, pulou da P13 para a P2 em questão de algumas voltas. Mas sofreu forte ataque de Esteve Rabat e logo foi ultrapassado.

Pol Espargaro que vinha atrás da disputa logo partiu pra cima de Redding que resistiu bravamente até a penúltima volta quando foi ultrapassado na reta oposta. Redding até tentou uma ultrapassagem logo depois, mas desistiu pois se continuasse, ele arriscaria uma queda e seria ainda pior pra ele no campeonato.

Terol venceu. Rabat foi o segundo. Pol Espargaro foi o terceiro. Redding foi o quarto e Mika Kallio finalizou o Top 5.

Moto3

Na Moto3, Alex Rins largou na pole e conseguiu mais uma vitória para a Estrella Galicia na Moto3. Na largada, Rins conseguiu segurar a ponta, mas logo na volta seguinte foi ultrapassado por Maverick Viñales e caiu pra segundo sendo pressionado por Alex Marquez.

Depois de algumas voltas, o trio Viñales-Rins-Marquez ficou brigando entre eles pela liderança. Enquanto isso, o líder do campeonato, Luis Salom, lutava pela P4.

Depois de várias voltas de alternância na liderança da corrida, Alex Marquez ficou pra trás e Viñales e Rins ficaram sozinhos brigando pela vitória.

Depois de muito brigar, Rins numa manobra incrível conseguiu a ultrapassagem na última volta da corrida sobre Viñales que não conseguiu reagir e teve de se contentar com a segunda posição.

Rins venceu. Viñales foi o segundo. Alex Marquez foi o terceiro. Luis Salom foi o quarto. Miguel Oliveira foi o quinto. O brasileiro Eric Granado conseguiu um P16 como resultado final na corrida.

Por Marcelo Necro

Uma das visões do piloto no meio da corrida.

Naturalmente se alguém te perguntar se existe alguma categoria de corrida de caminhões, você vai responder “Fórmula Truck”. Se esse mesmo alguém que não tem nada pra fazer além de te encher o saco te perguntar se existe outra categoria de corrida de caminhões, você naturalmente vai responder que não existe nenhuma outra. Mas existe.

A FIA European Truck é uma categoria de caminhões que existe desde 1985 e já atraiu até mesmo Slim Borgudd (sim, é esse Slim Borgudd que você está pensando). Borgudd até foi campeão em 1995 com um Mercedes Truck.

A FIA European Truck até ganhou um jogo. O Super Trucks Racing. O Super Trucks Racing se baseia na temporada 2002 do European Truck. Os gráficos são quase são parecidos com o do Grand Prix Challenge. A maioria das pistas realmente existe como Nogaro, Zolder, Lausitz, Ricardo Tormo e Jarama. Outras são baseadas na pista real como Imilano (Ímola), Springdale (Mônaco), Delpalma (Long Beach) e Northwest 200 (Indianapolis) . Outras eu não faço ideia se existem mesmo como Dewberry Hill. Outras são basicamente a mesma pista só que no sentido contrário a pista original e com um nome diferente como Madrid (Jarama) e Tilburg (Zolder). E outras onde as corridas são realizadas em condições adversas como Alastaro (corridas por lá só rolam com chuva forte) e Madrid (é a pista de Jarama ao contrário e com uma leve chuva que é imperceptível aos olhos do jogador)

Quanto aos pilotos, são todos desconhecidos e alguns com nomes que desafiam os leigos que não sabem mais do que a língua portuguesa (vide o Fritz Kreutzpointner). Os trucks são das marcas DAF (na minha opinião, são os melhores), Tatra, MAN, Moto LKW, Buggyra e Caterpillar. Mas chega de enrolação,  vamos pra parte da corrida.

Durante a corrida, os pilotos não estão nem aí pra você. Se você estiver por fora lado a lado com outro piloto do jogo numa entrada de curva, é provável que o outro piloto queira te jogar pra fora da pista. Se você frear mto cedo na curva, eles vão bater na traseira do seu truck. Se você estiver um pouco a frente no meio da curva, eles vão querer dar um toquinho na traseira do seu truck. Toquinho forte o suficiente pra fazer você rodar e ir pra fora da pista. Resumindo: F*da-se você.

Havia escolhido o modo Arcade que é um modo de jogo onde a gente tem terminar em determinadas posições (tipo Top 5, Top 3, P1) pra desbloquear a próxima pista e assim por diante. Já havia desbloquado as pistas de Ricardo Tormo e pagado meus pecados em Delpalma e Alastaro. Principalmente Delpama, afinal de quem foi a ideia de jumento de colocar os Trucks pra fazer aquele maldito hairpin, é praticamente impossível fazer aquela curva de maneira que um caminhão de corrida faria normalmente.

Era vez de tentar a sorte em Nogaro, uma pista que já estava acostumado a pilotar aqueles imensos trucks lá. Como truck, escolhi um DAF. Um legal desse jogo é o fato de poder escolher o modo de dirigibilidade do truck. Há duas opções, Race e Drift.

O “Race” é o básico da pilotagem do jogo. É a pilotagem que é recomendada a aquele que acabou de comprar o jogo e vai colocar ele dentro do PlayStation 2 dele. A aceleração é um pouco mais demorada. Os freios são um pouco piores, mas duram a corrida toda numa boa. E o truck faz as curvas numa boa sem maiores problemas.

O “Drift” é a pilotagem mais legal na minha opinião. É a pilotagem recomendada apenas para os que já manjarem do jogo e já venceram um monte de corridas usando o “Race”. A aceleração é mais rápida. E o freio também é melhor, uma pena que ele dure apenas uma volta em perfeitas condições. Como podem ver no nome “Drift”, dependendo da sua maneira de pilotagem, o truck vai ficar saindo de traseira em toda saída de curva. Se você não manjar do Drift, o truck vai ficar rodando em toda curva que ele ver. As curvas de média e de alta velocidade são o seu maior pesadelo caso esteja usando o “Drift”. Se você atacar muito a zebra, o truck roda. Se você for lá fora pra não pegar a zebra, o truck vai escapar e vai lá pra fora da pista e você vai perder um tempão lá. Tem que achar um meio-termo pra não perder muito tempo nessas curvas. Aliás, é divertido fazer o primeiro setor do misto de Lausitz de lado e derrapando nas curva usando o Drift.

Escolhi o “Drift” como modo de pilotagem do truck. E fui pro jogo. Iria largar em sétimo e último no grid. Tinha que terminar no Top 3 caso quisesse avançar no Arcade. E eram apenas 3 voltas de corrida.

Na largada, puxei pra linha de dentro tentando evitar a típica confusão do jogo nas largadas. Consegui pular pra sexto na curva 1 e na curva 2 aconteceu uma confusão onde vários truck ficaram indo pra fora da pista. Depois da curva 2, já estava em terceiro e já tentando partir pra cima de Boije Overbrink e seu Moto LKW. Botei de lado na curva 4 e consegui a ultrapassagem. Depois de singelas 4 curvas, já estava em segundo perseguindo o P1, Fabien Calvet e seu MAN.

Depois da confusão da primeira volta, eu completava a primeira volta. Estava a mais ou menos 1,5 de Calvet. Pra piorar, o P3 da corrida, Steve Parrish e seu MAN resolveram que queriam a P2 custe o que custar. Parrish chegou a até empurrar o meu truck justamente na hora em que os freios estavam uma merda. Por sorte, Parrish acabou escapando na curva 7 e consegui abrir distancia o suficiente pra pensar em atacar o P1 Calvet. Os freios estavam em altíssima temperatura e já não funcionavam direito depois da primeira volta.

Abri a volta 3 e última volta da corrida. Aquela segunda posição estava de bom tamanho, afinal só precisava de um Top 3 para conseguir desbloquear a próxima pista. Mas quando vi que Calvet havia errado na 1 e na 2, percebi que ainda havia chance de vitória. A diferença era de 0,7 décimos e a partir da curva 5, comecei a atacar Calvet pela P1. Tentei a ultrapassagem na 6 e na 7, mas ele conseguiu segurar a posição. Mas agora vinha minha melhor chance de ultrapassagem.

A reta oposta de Nogaro era grande o suficiente para pegar vácuo e fazer a ultrapassagem. Logo na saída da 8, consegui pegar vácuo o suficiente pra realizar a ultrapassagem por completa ainda no meio da reta. Mas na curva 9, Calvet atrasa a freada e consegue a ultrapassagem por dentro. Mas eu não ia deixar barato, na saída curva botei de lado pra tentar a ultrapassagem.

Infelizmente, fiquei do lado de fora na entrada da curva 11, mas não ia desistir. Acabei tocando na traseira do Calvet e nós dois fomos lá fora da pista. Calvet até sobreviveu o bastante pra voltar pra pista numa boa em primeiro. Mas quando fui voltar pra pista, fui ultrapassado pelo próprio Steve Parrish.

Comecei a ser atacado pelo P4 da corrida, Harri Luostarinen e seu Caterpillar, que até então estava brigando pela P3 com Parrish. Consegui segurar a posição e instintivamente atrasei a freada da curva 13 numa tentativa desesperada de recuperar a segunda posição. Ficamos lado a lado na entrada da última curva da corrida, a 14.

Mas o destino me f*deu novamente e ainda seguindo meus instintos, acabei acelerando antes do recomendado na saída da 13 e o truck começou a sair de traseira. Tentei segurar o máximo possível, mas graças ao “Drift” o truck rodou na última curva da corrida e ficou preso muro dos pits. Entrei em desespero tentando engatar a ré pra ainda tentar voltar em terceiro, mas não deu. Harri Luostarinen já havia tomado a P3. Quando finalmente pude acelerar e voltar pra pista, fui tocado pelo Moto LKW do Boije Overbrink e terminei a corrida na P4. Como você pode ver, é possível estragar uma bela vitória e um pódio em questão de curvas.