Sete Vezes Jimmie

Publicado: 21/11/2016 por andreperagine27 em Início

21subnascar-master768“O número SETE é sagrado, perfeito e poderoso”, afirmou Pitágoras. Inúmeras religiões também o definem dessa forma. No esporte a motor, é raro um momento onde alguém consiga alcançar a perfeição dos 7 triunfos. Claro, há exceções. Giacomo Agostini, por exemplo, foi campeão da Moto GP por 7 vezes consecutivas entre 1966 e 1972, chegando ao oitavo triunfo em 1975. Sebastien Loeb triturou a concorrência por 9 vezes no WRC de 2004 a 2012. Mas chegar aos 7 é simplesmente a consagração, o certificado de grandeza, o carimbo de mestre em qualquer esporte que seja.

Na era moderna do esporte a motor, nas últimas duas décadas (talvez uns dois anos a mais que isso), tivemos o privilégio de acompanhar não um, mas 3 heptacampeões: Michael Schumacher, em 2004 (aos 35 anos), Valentino Rossi em 2009 (aos 30) e ontem, 20 de novembro de 2016, Jimmie Johnson (aos 41 anos). Mas se Michael Schumacher possui conquistadas contestadas (seja por atitudes antidesportivas ou ordens de equipe) e Valentino Rossi esteja há alguns anos passando por um hiato, J.J. parece ter remado contra a corrente nos últimos 10 anos para igualar o feito histórico de Richard “The King” Petty e Dale “The Intimidator” Earnhardt.

Convenhamos que qualquer um que ganhe um título já tem seu nome na história. Após 6, então, não dá para se contestar. Mas 7, aos 41 anos e com uma chuva de críticas como a qual J.J. foi submetido nessa temporada, não é algo que facilite na busca de adjetivos. Ainda mais no dia da decisão, depois de largar na quadragésima posição, escapar de acidentes e acertar nas estratégias.

O fato é que Jimmie não pode ser contestado em sua grandeza. Longe das polêmicas comuns ao esporte motorizado, o californiano é capaz de jogar xadrez a mais de 300 km/h. Se recupera de problemas e acidentes fazendo parecer fácil. Dá um show de frieza e concentração, pilota com um alicate no lugar de uma alavanca de câmbio quebrada (em tempos de câmbio borboleta), come um cheeseburger durante uma bandeira amarela e de repente é líder quando todos o consideram carta fora do baralho.

É claro que pilotar na NASCAR permite a um piloto ser muito mais automobilista do que em outras categorias, mas de nenhuma maneira isso torna o trabalho mais fácil. Escapar de paybacks, da fúria alheia ou de erros dos pilotos mais lentos é um desafio à parte, ainda mais quando se tenta espremer 40 carros em uma pista com 800 metros de comprimento. Não é fácil, definitivamente. Que o diga Kimi Räikkonen, único da era contemporânea a experimentar às duas categorias…

E foi superando a tudo isso que JJ se tornou hepta. Aos 41 anos, sem polêmicas, sem ordens de equipe, ultrapassando, a duas voltas do final, um piloto 17 anos mais jovem e com um carro mais equilibrado, sem um toque se quer. Virando o jogo a menos de 10 voltas, dando uma aula em Carl Edwards. Como diria outro hepta, Jimmie não venceu ontem porque foi o mais rápido. Venceu porque se recusou a perder.

Por André Peragine

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