Por Gabriel Santos

Como estou mais inspirado que o normal, aqui vai mais um post, nessa noite de quinta-feira tediosa para mim. Agora vamos explorar alguns motores de F1 e o porquê que eles foram renomeados. Vamos conhecê-los?

Acer

Acer 01A (Créditos: Stats F1)

Em 2001, a Prost tinha perdido o fornecimento de motores da Peugeot e estava caminhando a falência. Depois da recusa da Mercedes e da Supertec (um dos motores não-oficiais da Renault), eis que aparece a Ferrari. A montadora italiana decide fornecer motores a equipe do tetracampeão Alain Prost, mas com o nome de Acer (que é uma empresa de computadores de Taiwan), para poder preservar a imagem da fabricante original. Os motores eram da temporada de 2000 (Ferrari Type 049C), que foram renomeados de Acer 01A.

A temporada foi irregular, o motor não foi melhorado e a equipe sofreu com seus pilotos durante a temporada. Jean Alesi salvou a equipe com os quatro e últimos pontos conquistados pela equipe. O carro, era o AP04 e além dele, Gastón Mazzacane, Luciano Burti, Heinz-Harald Frentzen e Tomas Enge pilotaram o modelo, sofrendo com o péssimo motor, que no final do ano fez com que a equipe fechasse as portas.

Asiatech

A montadora japonesa comprou as ações da Peugeot em fins de 2000, logo após a montadora francesa deixar a F1, após a desilusão com a equipe de Alain Prost. Desenvolveu motores para a Arrows em 2001 e para a Minardi em 2002, mas os resultados foram um fiasco.

Vejam as fotos dos Motores Asiatech

”Le moteur Asiatech 01” (Créditos: Stats F1)

Asiatech AT02 (Créditos: Stats F1)

Arrows

Arrows T2-F1 (Créditos: StatsF1)

Também a equipe de Milton Keynes andou ”desenvolvendo” seus motores, mas com a Hart no meio da história. Depois de Brian Hart terem fornecidos motores a Minardi em 1997, seu espólio foi comprado por Tom Walkinshaw e daí que iniciou o desenvolvimento de motores da própria equipe, em 1998. Em seu primeiro ano, o Arrows A19 conquistou 06 pontos no campeonato, 3 de Mika Salo e 3 de Pedro Paulo Diniz, utilizando os motores Arrows T2-F1, que nada menos era um Hart 1030.

Arrows A20E (Créditos: StatsF1)

Já em 1999, o motor desenvolvido pela equipe foi péssimo e sofreu muitas quebras durante o campeonato. Um único ponto somado por Pedro de la Rosa, na Austrália, fez com que no fim do ano, Walkinshaw fosse pedir apoio a Supertec, que era os motores não oficiais da Renault.

European

European (Créditos: StatsF1)

Eles eram fornecidos originalmente pela Ford com o nome Ford Zetec-R, entre 1998 e 1999. Em 2000, viraram Fondmetal, mas em 2001, acabaram virando European, devido a companhia aérea ser a principal patrocinadora da Minardi em 2001. O motor era um fiasco total e nenhum piloto pontuou com o fatídico PS01.

Fondmetal

Fondmetal RV10 (Créditos: Stats F1)

Em 2000, o motor Ford Zetec-R, da Minardi digamos que foi um pouquinho melhorado pela fabricante de rodas italianas. O modelo M01, fabricado pela Minardi nada fez durante toda a temporada de 2000. O motor foi considerado fragilizado e atrasado, em relação as outras equipes e em 2001 acabou virando European.

Mecachrome

Mecachrome GC37-01 (Créditos: Stats F1)

Com a saída da Renault da F1, em fins de 1997, a Williams ficou numa senhora enrascada. A equipe de titio Frank teve que se submeter aos motores Mecachrome, que era um dos motores não-oficiais da Renault, só que com o RS9, motor utilizado em 1997 um pouco melhorado. A temporada de 98 foi inconsistente para a equipe, que terminou em terceiro lugar nos construtores, sobrevivendo somente em pódios e posições medianas. O mesmo seria em 1999, só que com os motores Supertec, da Renault novamente.

Megatron

Megatron M12/13 (Créditos: StatsF1)

Com a saída da BMW em 1986, a USF&G, que era a principal patrocinadora da Arrows, decidiu financiar o fornecimentos de motores a equipe entre 1987 e 1988 e comprou o espólio da montadora alemã. Os motores eram medianos e até que a equipe conseguiu arrancar alguns pontinhos com eles durante esse período. A partir daí, se inicia a primeira crise da equipe de Milton Keynes, que culminaria com a venda para a Footwork em 1991.

Mugen-Honda

Logo (Créditos: StatsF1)

Em 1992, a Footwork Arrows iniciou a sua nova era, depois da perdição com os motores Porsche V12, ela começou a receber os motores da Mugen, que em seu primeiro ano era apenas algumas modificações do motor Honda RA101E, que foi utilizado pela Tyrrel em 1991. Depois disso, a montadora passou a desenvolver seus próprios motores, mas com a alcunha de Mugen-Honda, parceria que duraria até o ano 2000, na Jordan, enquanto que na BAR, os motores eram 100% Honda.

Motores desenvolvidos: MF-351H (Honda RA101E), MF-351HB, MF-351HC, MF-301H, MF-301HA, MF-301HC, MF-301HD, MF-301HE.

Osella

Osella 890T (Créditos: StatsF1)

Em 1988, a Osella desenvolveu uma parceria com a Alfa Romeo, para desenvolver os motores que seriam rebatizados com o nome da equipe. O motor era nada menos que o Alfa Romeo 890T, utilizado em 1987 pela equipe. Devido ao motor ser um tremendo fracasso, Nicola Larini, que dirigiu o Osella FA1L, que tinha esse motor, completou apenas 3 corridas durante toda a temporada.

Playlife

Logo (Créditos: StatsF1)

A Playlife foi a terceira fornecedora não-oficial de motores da Renault. Esses motores eram destinados a Benetton, de Flávio Briatore. Os motores eram os mesmos RS9 que viraram Mecachrome (1998) e Supertec (1999), só tendo o nome, mas com as mesmas características desses dois. Durou de 1998 a 2000.

Motores desenvolvidos: CG37-01 (Mecachrome), FB01 e FB02 (Supertec).

Petronas

Logo (Créditos: StatsF1)

A Petronas desenvolvia os motores velhos da Ferrari. A parceiria Sauber-Petronas-Ferrari durou até o ano de 2005. A Petronas era a principal patrocinadora da equipe e forneceu seu nome aos motores antigos da Ferrari. A parceria teve níveis medianos, com pódios e quase chegando a vitória.

Motores desenvolvidos: SPE-01 (Ferrari 046), SPE-01D (Ferrari 046/2), SPE-03A (Ferrari 047), SPE-04A (Ferrari 048), Petronas 01A (Ferrari 049), Petronas 02A (Ferrari 050), Petronas 03A (Ferrari 051), Petronas 04A (Ferrari 053) e Petronas 05A (Ferrari 055)

Sauber

Logo (Crédito: StatsF1)

Logo em seu primeiro ano, a montadora suíça desenvolveu seus próprios motores a serem utilizados no modelo C12 da equipe em 1993. O motor nada menos era um Ilmor 2175A, que foi renomeado de Sauber LH10 para disputar a temporada de 1993 na categoria. O motor até que teve um desenvolvimento bacana, terminando em sétimo lugar na classificação dos construtores.

Subaru

Subaru 1235 (Créditos: StatsF1)

O nome era Subaru, mas a fabricação dele era da Motori-Moderni, que fabricou os motores da Minardi entre 1985-1987. Carlo Chiti comprou o espólio da montadora e passou a desenvolver os motores da Coloni para a temporada de 1990. O motor não prestou e na oitava etapa, Enzo Coloni decidiu voltar para a velha amiga da equipe, a Ford.

Supertec

Supertec FB01 (Créditos: StatsF1)

A mesma situação da Mecachrome em 1998, só que veio pior em 1999. E esses motores eram o Supertec. Em 1999, nem tanto, eles estiveram presentes na Williams e na BAR. Na Williams, conquistaram 35 pontos, isso com Ralf Schumacher, mas na BAR, só sofreram quebras durante o campeonato e nenhum ponto conquistado durante todo o ano. O motor era o Supertec FB01 (ex-Renault RS9 e Mecachrome GC37-01).

Supertec FB02 (Créditos: StatsF1)

Já em 2000, a situação melhorou um pouquinho, pois rumaram para a Arrows. A equipe conseguiu desenvolver os motores, que eram o FB02 e conquistaram 7 pontos e o sétimo lugar nos construtores e daí sumiram da F1.

TAG Porsche

TAG Porsche P01 (Créditos: StatsF1)

Em 1983, Ron Dennis bateu a porta da Porsche para poder negociar motores Porsche para a McLaren. Como a equipe tinha o patrocínio da TAG, a fornecedora topou o negócio e a parceria durou até 1987, garantindo dois títulos de construtores (1984 e 1985) e 3 títulos de pilotos (1984, 1985 e 1986). Abandonou a F1 em 1987, pois a McLaren iria receber os motores Honda.

Yamaha

Logo (Créditos: StatsF1)

A Yamaha entrou em 1989 como fornecedora de motores a Zakspeed, mas como era a primeira experiência, o motor OX88 terminou zerado a temporada. Mas decidiram voltar em 1991, fornecendo motores a Brabham e a Jordan. O motor Yamaha OX99, era meio ruizinho, mas conseguiu arrancar dois pontos para a equipe de Jack Brabham e um ponto para a Jordan.

A partir de 1993, a Yamaha passa a fornecer os motores a Tyrrell, em parceria com a Judd, que trabalha em conjunto. Os resultados são medianos e isso dura até 1997, quando depois de não conquistarem nenhuma vitória e conquistarem pontos esporadicamente, decidem se retirar da categoria mor do automobilismo.

Motores desenvolvidos: OX88, OX99, OX10A (Judd GV), OX10B, OX10C (Judd HV), OX11A (Judd JV).

Por hoje é só.

P.S.: ajuda básica do Alexandre dos Santos (Formula 1 a Mil). Valeu mano!!

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comentários
  1. Magallz disse:

    Faltou os Lamborghini aí meu nobre. Mas a lista é sensacional, começando pelos motores de notebook Acer HUAHAUHAHAHA

O que for comentado, será revertido para fundos para a criação de uma equipe Manauara-Carioca (Cosme GP para os íntimos) kkkk

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